Foto do mês (Edição Julho de 2026): China velada

 

Como já dito no texto anterior aqui do blog, no fim de junho e começo de julho viajei da Escócia, onde ficarei até setembro, até a China para um congresso de biologia tropical e conservação. O mesmo congresso que me levou ao México no ano passado e assim como a viagem que fiz à Nova Zelândia, mais uma vez tenho a grata oportunidade de ver mais um pedacinho do mundo graças ao meu trabalho de cientista. 

 

Ainda que esse pedacinho seja restrito às imediações do local do congresso e praticamente sem tempo para experienciar os países que voei tantas horas para pisar, são oportunidades de expandir os horizontes aos poucos, e voltar com a bagagem cultural muito mais cheia. Não poder dedicar meses para viajar nesses países é como fotografar uma paisagem com uma teleobjetiva ao invés de uma grande angular. Porém, a teleobjetiva revela detalhes totalmente despercebidos em uma fotografia com amplo campo de visão e o mesmo acontece em uma viagem rápida, mas de imersão em um só lugar.

Esta edição da foto do mês é, portanto, uma fotografia que resume meus poucos dias no país de mais de quatro mil anos, onde tudo é grande e com muita gente. Junho e julho é o período com mais chuva em boa parte da China, especialmente por onde passei. Mas isso não tira o encantamento dos lugares. A atmosfera opaca deixa tudo mais misterioso e com a sensação de que mais quatro mil anos não seriam suficientes para conhecer o que esse grande pedaço do mundo tem a mostrar.